Planta do gênero passiflora em destaque, mostrando suas cores brancas, roxas e amarelas.

A rotina pode ficar pesada em alguns períodos. Trabalho, estudos, preocupações, excesso de estímulos e dificuldade para desacelerar no fim do dia podem afetar o bem-estar. Por isso, é comum buscar alternativas que contribuam para momentos de relaxamento.

A Passiflora aparece nesse contexto. A planta é tradicionalmente associada ao relaxamento e ao alívio de sintomas leves de estresse. Contudo, seus efeitos dependem da preparação utilizada e do produto escolhido.

Neste conteúdo, você vai entender para que a Passiflora é utilizada, o que as evidências científicas indicam e quais cuidados merecem atenção antes do consumo.

O que é Passiflora?

Passiflora é o gênero botânico que reúne diversas espécies de plantas. Entre elas está a Passiflora incarnata L., conhecida como uma das principais espécies utilizadas em preparações fitoterápicas relacionadas ao relaxamento.

A parte utilizada pode variar conforme a preparação. Também existem diferenças importantes entre chá, extrato, comprimido, cápsula e solução oral. A concentração dos componentes da planta muda de um produto para outro.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reconhece preparações de Passiflora incarnata em forma de chá e em apresentações sólidas ou líquidas para uso oral. 

A avaliação europeia relaciona essas preparações ao alívio de sintomas leves de estresse mental e ao auxílio do sono, com base principalmente no uso tradicional prolongado.

Para que serve a Passiflora?

A Passiflora é tradicionalmente utilizada para o alívio de sintomas leves de ansiedade e estresse, e para o relaxamento. Veja a seguir como isso se aplica a cada situação.

Passiflora para ansiedade

A relação entre Passiflora e ansiedade está ligada principalmente ao seu potencial efeito calmante e relaxante.

No Brasil, alguns medicamentos fitoterápicos à base de Passiflora incarnata possuem indicação para ansiedade leve. O Maracugina PI, por exemplo, é indicado para ansiedade leve, irritabilidade, agitação nervosa e insônia.

Um estudo clínico randomizado com 54 pessoas encontrou evidências para a relação entre a passiflora e a redução da ansiedade. 

Os pacientes foram submetidos à extração de dentes do siso e os pesquisadores observaram uma redução estatisticamente significativa nas pontuações de ansiedade, medidas pelo Inventário de Ansiedade Traço-Estado (STAI), entre o período anterior e o posterior à cirurgia nos grupos que receberam Passiflora incarnata L. e Valeriana officinalis.

É importante salientar que a ansiedade também pode assumir diferentes formas. Uma preocupação pontual antes de uma apresentação é diferente de sintomas persistentes que interferem no trabalho, nos relacionamentos ou no sono. 

Quando o sofrimento se torna frequente ou intenso, vale conversar com um profissional de saúde.

Passiflora para estresse

Em dias especialmente intensos, é fácil perceber o corpo em estado de alerta: músculos tensos, dificuldade para desligar os pensamentos e sensação de que até uma pausa precisa ser "produtiva".

A Passiflora é tradicionalmente associada ao relaxamento nesses momentos. A EMA reconhece seu uso tradicional para sintomas leves de estresse mental.

Passiflora para relaxamento

A Passiflora também é bastante associada ao relaxamento. A lógica é compreensível: uma preparação com efeito relaxante pode ser útil quando existe tensão ou agitação, quando é difícil desacelerar. 

A EMA reconhece o uso tradicional de Passiflora incarnata para sintomas leves de estresse mental, o que pode contribuir para a sensação de bem-estar no dia a dia.

Contudo, isso não significa que ela substitua outros cuidados com o bem-estar. Pausas ao longo do dia, uma rotina mais equilibrada e momentos de descanso continuam sendo importantes.

Se a sensação de tensão ou agitação for frequente ou começar a interferir no dia a dia, vale conversar com um profissional de saúde para investigar a causa.

Quais efeitos colaterais a Passiflora pode causar?

A Passiflora pode provocar sonolência, e esse efeito merece atenção antes de dirigir ou operar máquinas. Há também a possibilidade de redução da atenção.

Outras reações mais raras podem ocorrer, como náuseas, vômitos, dor de cabeça e taquicardia. Doses excessivas podem provocar sedação prolongada e sonolência.

Também existem cuidados com interações. A bula alerta para o uso junto a bebidas alcoólicas e para possíveis interações com medicamentos sedativos, hipnóticos, anti-histamínicos e determinados antidepressivos IMAO. 

Gestantes, lactantes e crianças precisam de atenção especial. No caso de Maracugina PI, a documentação informa contraindicação para menores de 12 anos e orienta que mulheres grávidas ou amamentando não utilizem o produto.

Essas recomendações são específicas do produto. Por isso, a bula vigente deve sempre ser consultada.

Quais produtos contêm Passiflora?

O nome de uma marca não é suficiente para determinar a composição de todos os produtos de seu portfólio.

Na Hypera, por exemplo, temos o Maracugina PI, que possui Passiflora incarnata L. como princípio ativo. A marca apresenta versões em comprimidos e solução oral.

Já o Maracugina Kids possui outra composição e, por isso, não deve ser apresentada genericamente como um produto de Passiflora.

Esse cuidado é especialmente importante na hora de comparar medicamentos. O nome comercial pode ser parecido, enquanto os princípios ativos, concentrações, indicações e faixas etárias são diferentes.

Quais são as formas de apresentação da Passiflora?

A Passiflora pode aparecer em diferentes preparações. Entre as mais comuns estão:

  • chá;

  • extratos líquidos;

  • comprimidos;

  • cápsulas;

  • soluções orais.

A EMA reconhece preparações de Passiflora incarnata tanto na forma de chá quanto em apresentações sólidas e líquidas para uso oral.

A diferença entre essas formas vai além da aparência. A quantidade da planta utilizada, o tipo de extrato e a concentração dos componentes podem mudar bastante.

Por isso, comparar produtos apenas pelo número de miligramas indicado na embalagem pode levar a conclusões erradas.

Como tomar Passiflora?

A forma correta de usar Passiflora depende do produto.

Um chá feito com a planta não pode ser comparado diretamente com um comprimido padronizado ou uma solução concentrada. Cada preparação possui características próprias.

O Maracugina PI 420 mg, por exemplo, possui orientação de um comprimido duas vezes ao dia. Já a apresentação de 840 mg possui orientação de um comprimido uma vez ao dia. Na solução, a orientação informada pelo fabricante é de 10 mL uma vez ao dia.

Esses exemplos mostram por que não é seguro generalizar uma dose de Passiflora para todos os produtos.

A recomendação mais simples é também a mais importante: siga a bula ou a rotulagem vigente da apresentação escolhida. Em caso de dúvida, converse com um médico ou farmacêutico.

Conclusão

A Passiflora é um gênero de plantas que inclui espécies utilizadas tradicionalmente em preparações relacionadas ao relaxamento, ao estresse leve e à ansiedade. A Passiflora incarnata L. é uma das espécies mais utilizadas nesse contexto.

Vale lembrar que ansiedade, estresse e dificuldade para relaxar fazem parte da vida de muitas pessoas, mas podem ter causas diferentes. Uma pausa, uma rotina de sono mais regular e momentos de descanso continuam importantes. 

Quando os sintomas persistem ou começam a atrapalhar a vida cotidiana, a avaliação profissional ganha ainda mais valor.

A Passiflora pode fazer parte desse cuidado em situações específicas. O produto, a dose, a duração e as condições individuais precisam entrar nessa decisão.

Conheça Maracugina PI e saiba mais sobre o medicamento fitoterápico à base de Passiflora incarnata L., suas indicações, apresentações e modo de uso.

Perguntas frequentes sobre Passiflora 

Vejamos as principais dúvidas sobre o tema. 

A dose de Passiflora é igual para todos os produtos?

Não. Diferentes produtos podem utilizar espécies, extratos, concentrações e formas de apresentação distintas. Até produtos da mesma marca podem ter posologias diferentes. Por isso, a dose deve seguir a bula ou a rotulagem do produto escolhido.

Por quanto tempo a Passiflora pode ser usada?

A duração depende da preparação, da indicação e das orientações específicas do produto. A EMA recomenda avaliação profissional caso os sintomas persistam por mais de duas semanas durante o uso de preparações tradicionais de Passiflora.

No caso da solução de Maracugina PI, o fabricante informa que o uso contínuo não deve ultrapassar três meses.

Passiflora e maracujá são a mesma coisa?

Passiflora é o gênero botânico que inclui diferentes espécies conhecidas popularmente como maracujás. Portanto, os termos estão relacionados, mas não são exatamente sinônimos.

Maracugina PI contém Passiflora?

Sim. Maracugina PI contém Passiflora incarnata L. como princípio ativo. A composição e a posologia variam conforme a apresentação, como comprimidos de 420 mg, 840 mg ou solução oral.

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